Pessoas, trilhos e um propósito em comum
Com o verão, chegámos ao final de mais uma época de atividades de voluntariado e, ao olhar para trás, fica a certeza de que construÃmos mais um semestre marcado pela dedicação, pelo espÃrito de equipa e pelas histórias partilhadas nos Trilhos da Rota Vicentina.
Entre dias de sol e de chuva, por vezes, muita chuva, estivemos no terreno, de mangas arregaçadas, a cuidar dos trilhos e a garantir que continuassem em boas condições para todos. Sempre com o mesmo propósito: preservar este território e contribuir para que continue a ser um lugar especial para quem o percorre.
17 atividades. 121 participações. Mais de 148 km de Trilhos cuidados.
Desde janeiro de 2026, e na sequência das fortes tempestades que afetaram a região, realizámos:
17 atividades de voluntariado;
121 participações de voluntários;
148+ km de trilhos cuidados.
Ao longo destas atividades, trabalhámos em diferentes pontos da Rota Vicentina, contribuindo para a manutenção dos trilhos e para a preservação das paisagens e valores naturais que fazem deste território um lugar tão especial.
O trabalho realizado nem sempre é visÃvel para quem percorre um trilho. Mas está presente em cada caminho limpo, em cada sinalização mantida, em cada obstáculo removido e em cada ação que contribui para proteger o território.
Mas como foi viver esta experiência?
Os números ajudam-nos a perceber o impacto das atividades, mas não contam toda a história.
Para isso, deixamos falar quem esteve connosco no terreno: conheçam algumas das pessoas que fizeram parte desta época de voluntariado e descubram, pelas suas próprias palavras, o que as levou a participar, o que aprenderam e o que levam consigo desta experiência.
Lucas: “Não é só caminhar, é melhorar os trilhos para futuros caminhantes. O contacto com a natureza trasmite-me energia positiva. A partilha de conhecimentos com a equipe da Rota é muito enriquecedora.“Â
Ben: “Fazer voluntariado na Rota Vicentina é uma experiência extremamente gratificante. Não só temos a oportunidade de percorrer os belos trilhos, como também conhecemos pessoas incrÃveis e sentimos que estamos a dar um pequeno contributo para uma causa que vale a pena.“
José: “Há muito trabalho invisÃvel por detrás de cada trilho bem cuidado. Há que homenagear todos os voluntários que, com dedicação e espÃrito de missão, tornam possÃvel caminharmos em segurança e desfrutarmos da natureza.”
Madalena: “Este foi o primeiro ano que participei no voluntariado que era algo que eu queria fazer há muito tempo. Bem haja à Associação da Rota Vicentina por tanto empenho e dedicação e por tantos momentos tão bons, partilhados nas diversas actividades.“
Miguel: “Quem é voluntário da rota é um cuidador por excelência. Tudo é feito com sentido de responsabilidade mas com um gosto e satisfação marcantes. Quando deixas melhor por onde passas, sabes que estás no trilho certo!”
Dave: “Juntei-me para conhecer melhor os problemas locais relacionados com a pressão sobre o ambiente e para sair com a sensação de ter sido útil. Não fiquei desiludido.”Â
Francisco: “Estas actividades de voluntariado contribuem activa e visivelmente para a manutenção dos trilhos e redução de pressões que estes enfrentam. Além disso, são oportunidades perfeitas para conhecer e explorar as paisagens e valores naturais do território.“Â
Annemarie: “Ao fazer voluntariado na Rota Vicentina, aprendemos sobre a região e conhecemos muitas pessoas simpáticas. As caminhadas de manutenção são sempre divertidas!“
José Francisco: “Entre o caminho pelo Alentejo, o ar do mar e toda a natureza, em companhia de gente encantadora, carregamos as ‘baterias’ emocionais. Confirmamos que o caminho são muitas coisas e não se faz só de paisagens magnÃficas.“
Obrigado por fazerem parte deste caminho!
Esperamos voltar a encontrar-vos no outono para continuarmos, passo a passo, a cuidar dos nossos trilhos e da paisagem que tanto nos inspira.
E quem sabe se estas histórias não inspiram ainda mais pessoas a juntar-se à nossa comunidade de voluntários?
Até breve! 🌿
Team Rota Vicentina
Arquitecta Paisagista de formação, sempre esteve ligada à Natureza. Leonor adora plantas, música, artesanato, desenhar e caminhar ao ar livre. O Alentejo é a sua casa.
