12 Mar 2022 Entrevista Comunidade

“O mundo só muda, se nós mudarmos”

4 minutos de leitura

Entrevista a Catarina Henriques

Catarina foi aluna da 1ª edição do Curso para Guias Locais promovido pela Associação Rota Vicentina e partilhou connosco o seu testemunho.

O que te trouxe até ao Curso para Guias Locais da Rota Vicentina?

A minha inscrição no Curso para Guias Locais da Rota Vicentina nasceu da vontade de aliar o Turismo à Educação Ambiental.
O curso chamou-me a atenção pelo foco num Turismo Responsável alicerçado em valores de sustentabilidade ambiental e respeito pelas comunidades locais.  Valores defendidos pela Rota Vicentina que se alinham com aquilo em que acredito.
É urgente repensar o impacto que a atividade turística tem no território e procurar soluções inovadoras para que este impacto seja o mais positivo possível. O turismo não deve tirar e aproveitar-se dos recursos do território, mas, deve sim, ser um motor de desenvolvimento e valorização da cultura e tradições locais.
Com a pandemia, o fluxo turístico abrandou e penso que esta é a nossa grande oportunidade.
Uma grande oportunidade para mudar de paradigma e retomar de forma mais consciente e organizada.

Qual o conceito que mais te marcou ao longo desta iniciativa?

Este curso superou quaisquer espectativas. Todos os módulos da formação foram enriquecedores. Desde os mais teóricos aos mais práticos.
Gostei especialmente das saídas de campo, uma vez que estávamos imersos nas belas paisagens do território que foi o nosso objeto de estudo ao longo de todo o curso.
Aprendi sobre fauna e flora locais. A identificação botânica foi algo que me deixou fascinada pela biodiversidade que encontrámos.
Mas o que me marcou realmente foi o módulo de geologia onde me deparei com o conceito de tempo geológico. O tempo geológico é medido não em anos, não em séculos, mas em milhões de milhões de anos. Um tempo que se torna difícil de compreender verdadeiramente quando nós seres humanos vivemos apenas décadas. Penso que este conceito me deu uma nova perspectiva, um sentimento de ser pequenina e insignificante perante a grandiosidade da natureza e toda a história evolutiva do Planeta Terra. Ao mesmo tempo, deixou-me também com um sentimento de interconexão: somos parte de um todo.

Como vês este grupo de guias locais daqui a 5 anos?

Este grupo primou pela diversidade. Somos todos muito diferentes uns dos outros, cada um com as suas particularidades, cada um com as suas experiências.
A união deste grupo deu a cada elemento a oportunidade de conhecer um modo diverso de fazer as coisas e sinto que aprendemos muito entre nós.
Daqui a 5 anos espero que grupo mantenha o espírito colaborativo e continuemos a confiar no trabalho em rede como base para o nosso desenvolvimento enquanto guias.

Uma frase que defina o teu percurso pelo Curso para Guias Locais da Rota Vicentina?

“Sê a mudança que queres ver no mundo”. O mundo só muda, se nós mudarmos.

Durante a Semana ID 2022, a Catarina promove a iniciativa Visual Mindfulness.

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