Rota Vicentina com a Bienal de Veneza

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“A resposta está e sempre esteve na comunidade”

“O Território, os recursos e a sua gestão” – este o tema que a Rota Vicentina propôs para a reflexão sobre a Representação Portuguesa na 18ª Bienal de Veneza. O segundo livro com os contributos recolhidos foi agora publicado.

Trata-se do segundo volume dos textos coligidos no âmbito do laboratório desenvolvido pela Representação Oficial Portuguesa na 4ª Assembleia do Pensamento levada a cabo em Faro, em setembro de 2023. 

O texto, assinado por Marta Cabral, Presidente da Associação Rota Vicentina, propõe uma reflexão em torno dos desafios que se colocam aos territórios rurais perante as mudanças radicais e complexas que surgiram nas últimas décadas, designadamente “a globalização e os produtos exóticos, o alojamento local e a habitação, os nómadas digitais e a produção local, os neo-rurais e as comunidades alternativas, as mudanças climáticas e a gestão da água”.

Livro aberto com duas páginas com o nome Marta Cabral

Mais do que responder a cada uma destas questões, o texto busca uma abordagem global de pensamento, procurando compreender “como enfrentar a realidade com otimismo, determinação e sentido de construção?”. 

Planeamento territorial

Para Marta Cabral, “a resposta está e sempre esteve na comunidade” e o contributo que oferece é o de “voltarmos a olhar para o papel das comunidades na gestão de um lugar”.

Questionando a atual lógica de planeamento dos territórios, Marta Cabral defende que “chegou a hora de chamarmos a governação a acompanhar a inteligência coletiva como parte integrante dos recursos de um território: solo, matéria orgânica, paisagem, biodiversidade, água, pessoas, ligações afetivas, responsabilidade e a inteligência do lugar que é representado pela sua comunidade”.

Com curadoria de Andreia Garcia e com Ana Neiva e Diogo Aguiar como curadores adjuntos, a representação portuguesa na 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza intitulou-se Fertile Futures e pretendeu “problematizar estratégias de gestão, reserva e transformação de água doce, a partir de distintas hidrogeografias do território português, convocando arquitetos e arquitetas a trabalhar, em colaboração, com especialistas de outras áreas do conhecimento.”

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Margarida Portugal

A Margarida é meia tripeira, meia alfacinha. É do Porto, mas viveu muitos anos em Lisboa. Vem do mundo do jornalismo, onde começou a carreira, tendo depois transitado para a área da comunicação institucional e assessoria de imprensa. Amante de palavras, gatos e filmes, tem vindo a descobrir no Alentejo um destino cheio de revelações.

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