10 anos a caminhar pela Rota Vicentina

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Em Maio, os Trilhos Pedestres da Rota Vicentina celebram 10 anos!

A época alta das caminhadas voltou depois de 2 anos de um intervalo a que ninguém ficou alheio. Os trilhos estão cheios de caminhantes felizes, as paisagens estão deslumbrantes, os empresários não têm mãos a medir. Voltamos a respirar de alívio, em nome de uma actividade económica cuja sustentabilidade defendemos desde o início.

Foi há 10 anos que lançámos os primeiros Trilhos Pedestres da Rota Vicentina, o Caminho Histórico e o Trilho dos Pescadores no Alentejo. Um ano depois, lançamos os trilhos do Algarve e desde então muitos outros complementaram esta rede que compreende hoje 750 km, mais do dobro da oferta original.

Orgulhamo-nos de não termos cedido em qualidade, pelo contrário. Acrescentamos Percursos Circulares que, sem o compromisso da linearidade das Grandes Rotas, nos guiam por alguns dos melhores trilhos da região. Acrescentamos o troço Lagos » Cabo de S. Vicente – uma das mais deslumbrantes etapas do Trilho dos Pescadores – que ficou dotado de marcação oficial e material de informação e sensibilização.

A programação da Semana ID, que decorreu no início de Abril, provou que os trilhos têm muitos tesouros escondidos que a comunidade local pode e quer revelar. Haja articulação, promoção, procura!

Mas neste mês de Maio não nos limitamos a celebrar mais um ciclo anual ou sequer desta primeira década. Na Rota Vicentina, assumimos a responsabilidade que nos cabe e voltamos aos trilhos para medir o impacto do projecto, depois de um primeiro retrato pormenorizado feito em 2017.

Quantos caminhantes andam nos trilhos e como se distribuem no espaço e no tempo? Qual o seu perfil e motivação? Quais os padrões de consumo? Qual o impacto global no território? Qual o volume de negócios associado? Quanto fica na região e que parte é referente à economia endógena?

Saber mais sobre acção de monitorização (14 de Maio)

As caminhadas são e serão sempre o foco e o principal atractivo turístico da Rota Vicentina. Mas não temos ilusões: sem as pessoas, sem uma comunidade local coesa, capacitada, consciente, criativa e produtiva, o valor dos trilhos tem os dias contados.

À pergunta “E o futuro, o que nos reserva? Quais a prioridades? Quais os investimentos previstos?” a resposta é simples. 2022 é um ano de reflexão interna.

Vamos debater o modelo de gestão da Rota Vicentina e todos os desafios que impactaram os alicerces do projecto original. Vamos levantar hipóteses, propostas várias, rever pressupostos cimentados e prioridades assumidas. Sem nunca esquecer qualquer das variáveis desta equação que se quer equilibrada: turismo, responsabilidade e comunidade.

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Marta Cabral

Geriu a Associação Casas Brancas até 2013 e co-fundou a Associação Rota Vicentina, que presidiu até 2025, estruturando o papel do ecoturismo e das redes locais na regeneração dos territórios rurais.

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